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Somente Um SDAI Internacional Faz Integração?

Descubra por que a integração entre o SDAI e outros sistemas não é exclusividade de soluções internacionais e como o SDAI nacional também tem voz.



Durante muito tempo o mercado de sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI) conviveu com uma ideia quase automática: quando o assunto é integração entre sistemas, as soluções internacionais seriam sempre superiores.


Integração com controle de acesso, sistemas de exaustão ou elevadores? Para muitos, isso só seria possível com um SDAI importado.


Mas será que isso é verdade?


No ano passado, a ILUMAC deu voz ao SDAI nacional, principalmente com a participação na CIPROCI & INSTALSHOW, e esse ano não será diferente! Seguiremos desmistificando como um SDAI nacional, quando bem projetado e instalado, é plenamente capaz de confrontar os sistemas internacionais.


Nesse artigo vamos provar que a integração do SDAI com outros sistemas não é uma exclusividade internacional.




/// Integração de sistemas: o que isso significa na prática?


A integração do Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI) com outros sistemas ocorre quando, a partir de um evento de incêndio, diferentes dispositivos e subsistemas passam a atuar de forma coordenada para garantir segurança de vidas, controle do sinistro e apoio à evacuação.


  • Destravamento de portas automáticas;

  • Acionamento de exaustores de fumaça;

  • Comando de elevadores;

  • Ativação de sistemas de pressurização de escadas;

  • Acionamento do sistema de combate de incêndio.


Nada disso, por si só, depende da nacionalidade da central. 



/// Como a integração acontece no SDAI?


A interligação entre o SDAI e outros sistemas de segurança é realizada, em sua maioria, por meio de módulos de saída e comando.


Esses módulos são o verdadeiro elo entre a central de alarme de incêndio e os demais sistemas. Sua função é traduzir o sinal da central em comandos que outros sistemas consigam entender e executar.


Uma forma simples de visualizar esse funcionamento é a seguinte:


Imagine que a central de alarme de incêndio é o cérebro do sistema. Os módulos seriam como os nervos, responsáveis por levar os comandos até os “músculos”, que são os dispositivos a serem acionados. 



/// Por que existe a percepção de que só sistemas internacionais integram?


Essa ideia surgiu por alguns fatores históricos do mercado:


  • Projetos mais complexos, por muito tempo, utilizavam majoritariamente marcas importadas;

  • Marketing forte de fabricantes internacionais;

  • Falta de padronização em alguns produtos brasileiros, cenário que mudou significativamente.


Hoje, essa percepção já não reflete a realidade. 



/// Suporte e realidade brasileira


Um ponto importante a favor do SDAI nacional é o suporte técnico local.


Integrações costumam exigir: 

  • Ajustes finos em campo; 

  • Adequações específicas de projeto; 

  • Entendimento de normas e orientações técnicas brasileiras; 

  • Comunicação direta entre projetista ou instalador com o fabricante.


Ter um fabricante nacional, com engenharia próxima do mercado, facilita correções, adaptações e evoluções do sistema ao longo do tempo. 

 

 

/// Conclusão


A resposta à pergunta do título é clara: Não. Somente um SDAI internacional não faz integração. 

Sistemas nacionais de detecção e alarme de incêndio evoluíram, incorporaram tecnologia, ampliaram sua capacidade de comunicação e hoje são plenamente capazes de se integrar a diferentes sistemas de segurança e automação.


A verdadeira diferença está em:

  • Um bom projeto;

  • Especificação correta dos módulos;

  • Programação adequada;

  • Instalação bem executada;

  • E suporte técnico qualificado.


Dar voz ao SDAI nacional é reconhecer que engenharia bem feita não tem fronteiras e que a segurança contra incêndio no Brasil pode, sim, ser construída com tecnologia desenvolvida aqui.

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