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Quais os Principais Tipos de Detecção no Alarme de Incêndio?

22 de set.
5 min de leitura

Quando falamos de detectores em um sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI), é comum pensar primeiro nos detectores instalados no teto - aqueles redondos geralmente na cor branca, tecnicamente chamados de "detector pontual". Mas a detecção de um incêndio pode acontecer de diferentes formas, utilizando tecnologias desenvolvidas para identificar fumaça, calor ou chama.


A escolha entre esses tipos de detecção deve considerar as características do ambiente, o comportamento esperado do incêndio, as condições de instalação, manutenção e, principalmente, o que o sistema precisa identificar naquele risco.


Antes de conhecer os principais tipos, porém, existe uma distinção importante: detecção automática, acionamento manual e alarme são funções diferentes dentro de um SDAI.



Detecção automática, acionamento manual e alarme: qual é a diferença?


Em um sistema de alarme de incêndio, diferentes elementos cumprem diferentes funções.


A detecção automática identifica um fenômeno associado ao incêndio sem depender da percepção de uma pessoa.


O acionamento manual, por outro lado, depende de uma pessoa perceber uma situação de emergência, tomar a decisão de acionar o sistema e conseguir chegar ao dispositivo (nesse caso, o acionador manual).


Já o alarme tem a função de comunicar uma condição de incêndio ou emergência às pessoas e, conforme a configuração do sistema, a outros equipamentos.


Essas funções trabalham em conjunto, mas não são equivalentes. Um acionador manual não realiza detecção automática, assim como uma sirene não identifica o incêndio.



Por que existem diferentes tipos de detecção?


Um incêndio não se desenvolve da mesma maneira em todos os ambientes.


Em determinada situação, a fumaça pode ser o fenômeno mais rápido e adequado para identificação. Em outra, o aumento de temperatura pode ser mais representativo. Há ainda riscos em que uma chama pode surgir rapidamente, enquanto determinados locais apresentam condições que dificultam a utilização de detectores pontuais.


Entre os principais tipos de detecção estão:


  • detecção pontual de fumaça;

  • detecção pontual de temperatura;

  • detecção linear de fumaça;

  • detecção por aspiração;

  • detecção de fumaça em dutos;

  • detecção de chama;

  • detecção linear de temperatura.


A seguir, vamos entender como cada uma funciona e em quais situações sua aplicação pode fazer sentido.



Detecção pontual de fumaça


Os detectores pontuais de fumaça são provavelmente os dispositivos mais conhecidos de um SDAI.


Eles ficam instalados em pontos determinados da área protegida e identificam a presença de partículas de fumaça que atingem a câmara óptica de detecção.


A principal característica desse detector é que cada um monitora uma região ao seu redor, de acordo com os critérios de projeto e as condições do ambiente.


São comuns em ambientes como:


  • escritórios;

  • corredores;

  • lojas;

  • salas comerciais;

  • hotéis;

  • áreas administrativas;

  • ambientes internos em geral.


Em locais muito altos, com grandes vãos ou condições ambientais específicas, entretanto, um detector pontual pode não ser a alternativa mais conveniente. É justamente nesses cenários que outros detectores ganham espaço.



Detecção pontual de temperatura


Em vez de identificar fumaça, o detector de temperatura responde a uma condição térmica definida pelo equipamento.


Dependendo da tecnologia, a atuação pode ocorrer quando a temperatura atinge determinado valor ou quando é identificada uma elevação rápida da temperatura do ambiente.


Essa solução pode ser considerada em ambientes onde a presença de poeira, vapor ou outras condições pode dificultar o desempenho dos detectores de fumaça.



Detecção linear de fumaça


Imagine um galpão com um teto muito alto e uma área extensa. Instalar e realizar a manutenção de uma grande quantidade de detectores pontuais pode ser uma tarefa complexa.


Nesse tipo de cenário, uma alternativa é utilizar um detector linear de fumaça.


O princípio é baseado no monitoramento de um percurso óptico entre os componentes do sistema. Conforme a fumaça atravessa esse percurso, ela pode provocar uma redução ou alteração na intensidade do sinal recebido. O equipamento compara essa alteração com os parâmetros definidos para as condições de alarme.


Dependendo do modelo, o sistema pode utilizar um transmissor e um receptor posicionados em extremidades diferentes ou uma unidade combinada com refletor.


A detecção linear de fumaça pode ser aplicada em:

  • galpões e centros de distribuição;

  • hangares;

  • ginásios;

  • grandes áreas industriais;

  • átrios;

  • ambientes com pé-direito elevado.



Detecção por aspiração


Na detecção por aspiração, o sistema coleta continuamente amostras do ar do ambiente por meio de uma rede de tubulações.


Pequenos pontos de amostragem são distribuídos pela área protegida e o ar é transportado até uma unidade responsável pela análise.


Isso cria uma diferença importante em relação ao detector pontual: em vez de esperar que a fumaça chegue diretamente ao detector instalado no ambiente, o sistema utiliza um fluxo de ar para levar as amostras até o equipamento de análise.


Essa característica permite aplicações em locais onde o acesso ao teto é difícil ou onde a identificação muito precoce de partículas de fumaça é relevante.


Entre os ambientes que podem utilizar esse tipo de detector estão:

  • data centers;

  • salas de telecomunicações;

  • museus e arquivos;

  • ambientes de alto valor;

  • áreas com equipamentos que precisam de proteção específica.



Detecção de fumaça em dutos


Quem trabalha com sistemas de climatização e ventilação também pode encontrar detectores específicos para dutos. Nesse caso, o equipamento coleta e analisa uma amostra do ar que passa pelo sistema de ventilação.


Detector de duto substitui a detecção do ambiente?


Não necessariamente. O detector instalado no duto monitora a fumaça que chega ao fluxo de ar daquele trecho do sistema de ventilação. Isso não significa que ele consiga identificar toda a fumaça existente no ambiente protegido.



Detecção de chama


Enquanto os detectores de fumaça e temperatura procuram fenômenos que podem acompanhar o desenvolvimento do incêndio, os detectores de chama identificam a radiação característica emitida pela chama.


Dependendo da tecnologia, o equipamento pode trabalhar com radiação ultravioleta (UV), infravermelha (IR) ou combinações dessas faixas.


Esse tipo de detecção pode ser particularmente relevante em riscos nos quais existe possibilidade de formação rápida de chamas, como determinados processos industriais e áreas que trabalham com líquidos ou gases inflamáveis.



Detecção linear de temperatura


A detecção linear de temperatura utiliza um sensor distribuído ao longo de uma determinada extensão. Esse sensor pode ser fibra óptica, tubo pneumático ou cabo conectado a uma unidade de controle.


Em vez de proteger somente um ponto, o sensor pode acompanhar o próprio percurso do risco, tornando essa tecnologia interessante para áreas extensas, lineares ou de difícil acesso. Tais como:


  • esteiras e correias transportadoras;

  • bandejas de cabos;

  • túneis e galerias;

  • silos e tanques;

  • instalações industriais;

  • fachadas;

  • câmaras frias.



Como escolher o tipo de detecção certo?


A pergunta mais importante não é simplesmente “qual detector devo usar?”, mas sim:


“Qual fenômeno do incêndio é mais adequado para ser identificado nesse ambiente e nessa aplicação?”


A resposta depende de uma combinação de fatores, como:


  • tipo de ocupação;

  • materiais e combustíveis presentes;

  • velocidade esperada de desenvolvimento do incêndio;

  • altura e geometria do ambiente;

  • ventilação e movimentação do ar;

  • temperatura e condições ambientais;

  • presença de poeira, vapor ou partículas;

  • acessibilidade para manutenção;

  • possíveis fontes de interferência;

  • características específicas do risco.


O ponto central é que a tecnologia deve acompanhar o risco e as características da instalação.


Quer saber qual é o sistema de detecção certo para o seu projeto ou instalação? Fale com um de nossos especialistas, a ILUMAC tem um time de consultores que vai te ajudar!


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