Integração de Sistemas de Segurança: da Teoria à Prática no SDAI
- joaovitor347
- 12 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Conheça como o SDAI pode ser integrado a outros sistemas de segurança e veja, no case do SENAI do Brás, como a automação e a coordenação entre tecnologias tornam a prevenção e o combate a incêndios mais eficazes.
Durante uma emergência como um incêndio, segundos podem significar a diferença entre um controle eficiente e uma tragédia. Por isso, integrar o Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI) aos demais sistemas de segurança predial é uma necessidade estratégica para garantir uma resposta rápida, coordenada e segura.
Catracas, elevadores, iluminação de emergência, sistema de sprinklers (SPK), portas de acesso... todos esses elementos desempenham um papel importante durante uma evacuação. E, quando estão conectados ao SDAI, funcionam de forma automatizada, sem depender da intervenção humana, aumentando significativamente a eficiência do plano de abandono do local.
/// Como funciona a integração entre os sistemas?
A interligação entre o SDAI e outros sistemas de segurança é realizada, em sua maioria, por meio de módulos de saída e comando. Esses módulos são o “elo” entre a central de alarme de incêndio e os demais sistemas. Eles têm a função de traduzir o sinal da central em comandos que os outros sistemas consigam entender e executar.
Imagine que a central de alarme de incêndio é o cérebro do sistema. Os módulos, por sua vez, seriam como os nervos, responsáveis por levar os comandos até os “músculos”, que são os dispositivos a serem acionados. Quando um detector de fumaça é ativado, a central processa a informação e aciona o módulo correspondente, que executa a ação previamente programada.
/// Exemplos de integração
Elevadores
No caso dos elevadores, a central envia um sinal para um módulo de comando específico, que está conectado à interface de segurança contra incêndio do painel do elevador. Quando ativado, o módulo altera o estado do circuito e o elevador automaticamente executa o protocolo de evacuação, descendo para o andar programado (geralmente o térreo ou outro definido no plano de emergência).

Catracas e portas de acesso
Ao detectar uma emergência, o SDAI aciona um módulo de saída ligado a catracas ou portas com fechadura eletromagnética. No caso das catracas, o comando libera o braço giratório, permitindo o fluxo livre das pessoas. Já nas portas, o módulo corta a alimentação do eletroímã, destravando a saída e garantindo uma evacuação rápida.
Sprinklers (SPK)
Em casos em que a tubulação já tem água pressurizada, o sistema de sprinklers detecta sozinho, através do seu elemento termo sensível de acionamento, o calor do ambiente e aciona o SDAI. Quando um sprinkler é ativado, uma chave de fluxo detecta o movimento. Esse sinal é enviado a um módulo de entrada, que comunica a central. Com essa informação, o SDAI pode identificar a zona afetada e disparar os alarmes visuais e sonoros.
Agora, quando a tubulação está seca, o acionamento dependerá de um acionamento externo que, nesse caso, será o detector ou o acionador manual de SDAI.
/// Integração prática no SENAI do Brás
Um exemplo prático da importância da integração entre sistemas pode ser visto na instalação do SDAI da ILUMAC na unidade do SENAI do Brás, em São Paulo.
Para atender às necessidades de segurança da edificação, foi instalada a central de alarme de incêndio KE-DUAL, da linha clássica da ILUMAC. Trata-se de uma central endereçável de 3 fios, consolidada pela sua robustez e facilidade de instalação.

Pensando na agilidade de resposta em uma emergência, o projeto contemplou também a instalação de vários painéis repetidores que agora funcionam como ponto de encontro da brigada, para que as demais ações sejam tomadas depois do conhecimento real do local exato do foco de incêndio.
Além disso, o sistema conta com o Software Supervisório para Alarme de Incêndio SSI-E, que permite o monitoramento remoto da central via computador. O software possibilita a visualização dos eventos, status dos dispositivos e execução de comandos em tempo real, tudo por meio de uma interface gráfica intuitiva.
A segurança do SENAI do Brás foi ainda mais fortalecida com a interligação do SDAI às catracas de acesso e elevadores. Em caso de alarme, o sistema libera automaticamente as catracas e inicia o protocolo de evacuação dos elevadores. Essa automação reduz riscos, evita bloqueios e acelera a saída de pessoas da edificação de forma mais segura.
/// Ecossistema inteligente
Integrar o SDAI aos demais sistemas de segurança é transformar um conjunto de tecnologias em um ecossistema inteligente de prevenção e combate a incêndios.
Como demonstrado no caso do SENAI do Brás, a soma de boas práticas na instalação e sistemas confiáveis, resulta em ambientes mais seguros e preparados para agir diante de qualquer emergência.
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