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Do Acionamento ao Centro de Comando: Entenda o Caminho da Informação de Um SDAI

há 2 dias
4 min de leitura

Quando um dispositivo, por exemplo um detector de fumaça, percebe um princípio de incêndio, você sabe o que acontece entre esse instante e o momento em que as sirenes começam a tocar? A resposta para essa pergunta envolve conceitos que fazem toda a diferença na hora de projetar, instalar ou especificar um Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI).


Muitos profissionais de SDAI têm dúvidas sobre o que realmente acontece "por dentro" do sistema: como a central sabe que um detector está em alarme? Ela precisa "responder" para esse detector liberar a sirene? Todo sistema endereçável manda um comando direto para cada sirene?


Neste artigo, vamos falar sobre o caminho da informação em um SDAI, comparando como isso ocorre em sistemas convencionais e endereçáveis.



Antes de tudo: dois caminhos que não devem ser confundidos


Em qualquer SDAI, existem dois caminhos que acontecem ao mesmo tempo, mas que não são a mesma coisa:


  • Caminho da informação: é como a central identifica o estado dos dispositivos (por exemplo: normal, alarme, falha) e transmite comandos de acionamento.

  • Caminho da alimentação elétrica: é como a energia chega até os dispositivos para que eles funcionem.


Dependendo do sistema, esses dois caminhos podem compartilhar os mesmos cabos ou utilizar circuitos diferentes. Também vale desfazer uma ideia equivocada comum: nem todo SDAI funciona com uma troca contínua e individual de mensagens entre a central e cada dispositivo.



Como funciona o sistema convencional


No sistema convencional, os dispositivos são conectados a circuitos supervisionados, normalmente organizados por zonas. A central monitora as condições elétricas desses circuitos e reconhece alterações de acordo com as características de cada equipamento.


Como os dispositivos de uma mesma zona compartilham o mesmo circuito, a central consegue dizer em qual zona ocorreu o alarme, mas não identifica qual dispositivo específico disparou o evento.


Um ponto importante: essa supervisão não depende de uma troca contínua de mensagens digitais entre a central e cada dispositivo. Em sistemas convencionais, o reconhecimento dos estados ocorre pelo monitoramento de parâmetros elétricos do próprio circuito como variações de corrente ou resistência.


O caminho do alarme, passo a passo


Imagine um detector de fumaça convencional que identifica fumaça no ambiente:


  1. O detector identifica a fumaça e altera sua condição elétrica, provocando uma queda de tensão no circuito de detecção.

  2. A central identifica essa queda de tensão e a interpreta como uma condição de alarme.

  3. A central aciona o circuito de saída das sirenes, fornecendo a alimentação elétrica necessária para seu funcionamento.

  4. As sirenes entram em operação e emitem o alerta sonoro.


Um acionador manual convencional segue uma lógica semelhante: quando é pressionado, altera a condição elétrica do circuito, provocando a queda de tensão que permite à central reconhecer o alarme.


Um detalhe importante: nesse funcionamento, a queda de tensão ocorre no circuito de detecção e serve para informar à central que há uma condição de alarme. A central, por sua vez, comanda o circuito de saída das sirenes. Portanto, não é necessário que ela devolva um comando ao detector ou ao acionador para liberar as sirenes.



Como funciona o sistema endereçável


A diferença fundamental no sistema endereçável é que cada dispositivo possui um endereço individual, o que permite a central saber exatamente qual detector, acionador ou módulo apresentou determinada condição.


A comunicação ocorre de acordo com o protocolo definido pelo fabricante. Em muitos sistemas, a central consulta periodicamente os dispositivos conectados ao laço e recebe respostas com informações sobre seus estados.


É importante reforçar: a diferença entre convencional e endereçável não está apenas em "existir comunicação". A diferença central é que o sistema endereçável permite identificar individualmente cada dispositivo e oferece possibilidades de supervisão e comando mais específicas.


O caminho do alarme em um sistema endereçável


Agora, imagine um detector endereçável de fumaça com, por exemplo, o endereço "DET 025":


  1. O detector identifica a condição de alarme.

  2. A informação é comunicada à central conforme o protocolo do sistema.

  3. A central identifica o endereço do dispositivo e processa o evento.

  4. A central verifica a lógica de acionamento configurada para aquele endereço.

  5. Os dispositivos de saída previstos para aquela condição são acionados.

  6. A central exibe em seu display que o "DET 025" está em alarme.



Acionadores endereçáveis ILUMAC com saída para sirene convencional


Os acionadores endereçáveis da ILUMAC, possuem saída para sirene convencional. Isso significa que o acionador participa normalmente da comunicação endereçável com a central, mas também pode atuar como ponto de acionamento de uma sirene convencional conectada diretamente a ele.


O funcionamento pode ser compreendido da seguinte forma:


  1. O acionador é pressionado e comunica a condição de alarme à central pelo laço endereçável.

  2. A central identifica o endereço do acionador e executa a lógica de alarme programada.

  3. Se a programação determinar o acionamento daquela saída, a central envia o comando correspondente pelo laço.

  4. O acionador recebe o comando e ativa sua saída elétrica, alimentando a sirene convencional conectada a ela, dentro dos limites especificados pelo fabricante


Isso significa que, nesse caso específico, o acionador pode receber um comando de retorno da central para ativar sua saída local.



O caminho da informação não termina na central


Até aqui vimos o caminho da informação do SDAI do acionamento de um dispositivo até o alerta sonoro e visual de alarme. Contudo, esse caminho pode se estender ainda mais: da central até a palma da mão do responsável pela segurança da edificação.


Estamos falando do HAWK, o centro de comando inteligente da ILUMAC para monitoramento remoto de centrais. Disponível como software para desktop e também como aplicativo para celular, o HAWK permite acompanhar as informações que a central processa e enviar comandos para o sistema como ativação e cancelamento de sirenes, cancelamento de buzzer, reset e reinicialização.


Para equipes de manutenção, síndicos, gestores de facilities e profissionais responsáveis por múltiplas edificações, essa camada adicional de monitoramento aproxima o centro de comando de quem toma as decisões, sem substituir o papel da central como elemento de supervisão e processamento do sistema.


O HAWK está disponível para as linhas endereçável analógica CYGNUS e wireless LYAX.



Garanta o sistema certo com a ILUMAC


A ILUMAC possui uma equipe de consultores especializados em SDAI para tirar todas as suas dúvidas e te ajudar a escolher o sistema certo.


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Telefone: (14) 3213-1100

Horários: segunda a quinta das 07:30 até 17:30 e sexta das 07:30 até 16h30

 
 
 

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